A contaminação político-ideológica do ambiente acadêmico afeta gravemente os exames vestibulares, já que o professor militante é também, eventualmente, examinador militante.
O viés ideológico das provas se revela de diversas maneiras: na escolha de autores, textos e imagens; nas pressuposições; nas afirmações que são tidas como verdadeiras ou falsas; nas omissões; nos julgamentos; no recorte seletivo dos fatos; na apresentação de protagonistas como opressores e oprimidos, exploradores e explorados, algozes e vítimas, etc. Temas altamente controvertidos são mostrados como se não o fossem. Para fazer uma boa prova, não basta conhecer o assunto; o candidato precisa saber como pensa o examinador.
Com isso, além de transformar esse exame num filtro ideológico de acesso ao ensino superior, o examinador militante sinaliza para o ensino médio qual o enfoque a ser adotado pelas escolas que almejarem bons índices de aprovação no vestibular. Fecha-se, então, o círculo da realidade paralela criada pela doutrinação político-ideológica, uma vez que, no país dos concursos, verdadeiro é o que coincide com o gabarito.
Nesta seção publicaremos questões e gabaritos que comprovem a contaminação político-ideológica dos exames vestibulares, provas de concurso de ingresso no serviço público e outras avaliações.
Contamos, como sempre, com a colaboração dos leitores para nos ajudar a produzir este acervo de evidências.
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