Doutrinação esquerdista no Colégio Loyola, de Belo Horizonte.

Doutrinação esquerdista no Colégio Loyola, de Belo Horizonte.

Na primeira semana de outubro/2019, uma professora de Língua Portuguesa do Colégio Loyola, em Belo Horizonte, aplicou uma prova aos alunos do 2º ano do ensino médio, utilizando como base um texto de Gregório Duvivier.

Diante do escancarado viés ideológico e político do texto, alguns pais reclamaram, e o colégio decidiu anular a prova, sem, todavia, explicar os motivos da decisão. Explico a seguir por que o Colégio Loyola fez bem, mas fez pouco, ao anular a tal prova.

Há vários problemas na prova. Antes de mais nada, é preciso considerar que em uma avaliação os alunos não têm a liberdade de escolher o que desejam ler. Essa circunstância cria para o professor um dever de cuidado na escolha dos textos cuja leitura será imposta aos alunos, a fim de não violar a sua liberdade de consciência e de crença. No caso, a professora, em vez de tomar esse cuidado — o que seria uma demonstração de respeito pelos estudantes e seus pais —, fez justamente o contrário: aproveitou-se do fato de os alunos não poderem deixar de fazer a prova, para obrigá-los a ler um texto virulento e claramente enviesado do ponto de vista ideológico e político; um texto que ridiculariza e desqualifica a posição dos adversários políticos da esquerda e, especialmente, dos eleitores de Bolsonaro; um texto que possivelmente jamais seria lido por uma parte dos alunos, se não constasse daquela prova. Afinal, nem todo mundo aprecia as opiniões de Gregório Duvivier sobre política.

Por outro lado, o texto contém uma série de ataques ao governo e aos desafetos ideológicos do autor; mas a matéria desses ataques não é objeto da disciplina ministrada pela professora (Língua Portuguesa). Logo, apesar de polêmica e complexa, ela não será objeto de nenhuma discussão. Aliás, a professora de Português obviamente não está qualificada profissionalmente para debater todos aqueles assuntos. Desse modo, as opiniões de Gregório Duvivier adquirem, graças à professora, o status de “verdade” incontroversa. Os alunos não terão a oportunidade de refutá-las com dados e argumentos. O nome disso é doutrinação.

Além disso, a virulência dos ataques a Bolsonaro, contidos no texto, cria um ambiente altamente propício ao bullying (ideológico e político) contra eventuais simpatizantes do presidente e do governo dentro da escola, gerando antagonismo e inimizade entre adolescentes que são obrigados a conviver no ambiente escolar. Isso é odioso por si só.

Com efeito, o texto utilizado pela professora nada mais é do que uma peça de bullying contra bolsonaristas, o que é perfeitamente legítimo na imprensa, no rádio, nas redes sociais etc., mas não dentro de uma escola, onde a presença dos alunos é obrigatória.

Pelo Twitter, Duvivier acusou o colégio de “censura” por haver anulado a prova. Mas isso só demonstra que Duvivier não sabe o que é censura. Ora, não se pode falar em censura onde não existe liberdade de expressão; e não existe liberdade de expressão onde as pessoas são obrigadas a ouvir o que você fala e a ler o que você escreve. Do contrário — e não precisa ser muito inteligente pra entender isso —, a liberdade de consciência e de crença dessas pessoas seria letra morta. É isso o que acontece dentro de uma sala de aula.

Apesar de acertada, a simples anulação da prova, sem uma explicação detalhada das razões que motivaram tal decisão, demonstra que a direção do colégio não compreendeu a gravidade da situação e não está preparada para lidar com o problema da doutrinação.

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