Mensagem enviada por um professor universitário em 21.10.2006

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Tomei conhecimento desse site no Orkut. Sinto-me feliz e, de certa forma, tranquilizado por iniciativas como essa. Sou professor universitário e não suporto mais o clima sufocante que o ativismo esquerdista fez pairar sobre nossas instituições de ensino.

Na área de ciências humanas, nem se fala. Sinto que estou perdendo toda minha energia intelectual, todo entusiasmo que sempre me moveu nos estudos. Não tenho interlocutores no meio acadêmico em que exerço minha atividade profissional. A todo instante, sou atormentado pela burrice politicamente correta que investe contra tudo que há de mais sólido na cultura: religião, ciência, filosofia, arte, em favor da militância marxista.

Dou aulas no Curso de Filosofia e nem me atrevo a imaginar uma aula para alunos de História ou Sociologia. Acho que seria linchado. Os alunos estão tão doutrinados, melhor, lobotomizados, que não têm a mínima idéia do que seja vida intelectual, que, via de regra, é identificada com "atitude crítica", "consciência política", "exercíio de cidadania", "repeito às diferenças", "flertar com o banditismo", "ser engajado", "participação política", "envolvimento com movimentos sociais", ufa!.

Você procura obstinadamente despertá-los para a importância de se cultivar, de atingir um certo nível de erudição e consolidar uma trajetória intelectual, de enfrentar desafios teóricos e não sucumbir à facilidade de encampar "causas", e quando você acha que está quase conseguindo, vem um colega seu, em geral intelctualmente desonesto, e destrói tudo com aquele discursinho parafraseado de algum livro da Marilena Chauí.

Espero de coração que muita gente, para o bem de seus filhos e do Brasil, entre nessa cruzada contra a barbárie e em defesa do verdadeiro ensino E acho que a coisa tem de começar já nas escolas primárias e secundárias, onde a atuação dos doutrinadores esmaga e transforma num mingau indigesto o cérebro de nossos jovens, porque nas universidades o "Leviatã" já se apossou de suas almas e afirma, de púlpito, que o inferno é aqui.