Mensagem enviada por aluno da UFRJ, em 10.09.2007

Após terminar o Bacharelado em Letras, tive de dar início às matérias da Faculdade de Educação para obter o diploma de Licenciatura. Praticamente todas as matérias servem essencialmente à doutina marxista.

Comecei agora a matéria de Estrutura e Funcionamento do Ensino que, basicamente, deveria tratar das leis da educação. Logo na segunda aula, estudamos um texto de Paul Singer, que tratava do “neoliberalismo” no Brasil. Falei que era um texto panfletário e ficamos, eu e a turma a discutir o resto da aula. Para a terceira aula, havia um texto chamado “Política educacional” cujos autores são: Eneida Oto Shiroma; Maria Célia Marcondes de Moraes e Olinda Evangelista.

Vejamos um parágrafo desse texto: “Em revelador artigo, Fernando Henrique Cardoso, Presidente da República, afirma que há que se substituir a ‘ação estatal’ – burocrática, ineficiente – pela ‘ação pública’, baseada na responsabilidade e na solidariedade do cidadão. Onera assim a população e desresponsabiliza o Estado pela trágica situação da educação no país. Incorre o Presidente em um dos mais graves pecados políticos indicados por Weber: a irresponsabilidade associada à falta de objetividade. Weber, tão citado pelo Presidente, lembra que muitas vezes por vaidade o demagogo se obriga a contar com o ‘efeito’. Corre o risco de tornar-se um ‘ator, bem como o de ver com leviandade a responsabilidade das conseqüências de seus atos, passando a interessar-se apenas pela ‘impressão’ que causa'”.

Ou seja, nem mesmo um dicurso social-democrata passa ileso. Há de ser comunista mesmo. A participação popular nos empreendimentos do governo torna-se, na visão das autoras, um ato de “irresponsabilidade”. E FHC, “Presidente da República”, é chamado, sem qualquer demora e maiores argumentos, de vaidoso, demagogo, ator e leviano.

Para as próximas aulas estão marcados seminários dos alunos sobre o livro “O Golpe na Educação”, de Luiz Antônio Cunha e Moacyr de Góes.

Penso que a professora, substituta, jovem, é mais vítima da doutrinação que legítima doutrinadora. Não a responsabilizo. Mas a questão mora exatamente aí: qual a geração estamos formando para o futuro dos cidadãos e da educação brasileira?

Tenho receio de sofrer retaliações por essa denúncia, por isso peço que a utilizem apenas como testemunho de um aluno que muito se desgasta emocionalmente a cada aula da Faculdade de Educação da UFRJ.

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