Mensagem enviada por Márcio Coelho, em 05.01.2015

Durante décadas a educação no Brasil tem absorvido sentidos múltiplos e negativos. Múltiplos na introdução de conceitos ineficientes, e negativos por seus resultados. Não há a eficiência teoricamente e oficialmente programada de um estudo que procure somente a grade curricular, mas a unificação de silenciadores das reais formas de atitudes, de crenças, do direito familiar e moral que não são respeitados. Há o ataque ao caráter individual e ao pensamento. Por isso, a evidência destes resultados procede da compreensão de todo processo do que ocorre. 

Sou formado em Letras, e pude reconhecer durante determinado período – Ensino  Médio e Graduação -, mudanças repentinas de assuntos por parte de professores, sempre contra os aspectos culturais tradicionais, contra a política que não os interessava e, em alguns casos, contra Deus.  Ficava evidente a tendência de esquerda que inoculava interesses da maneira mais conveniente. Principalmente no período de Graduação perder tempo não era apropriado.

Uma infiltração de ordem letárgica acumulada ao longo dos tempos, e com mais exatidão no parecer da não compreensão da realidade aos resultados, tem trazido efeitos quase que irrecuperáveis. Tornou-se difícil o ensino-aprendizado em equivalência ao desrespeito.  

A mediocridade ideológica no ensino gerou tamanha obediência, que ensinar não é a prioridade quando a oportunidade aparece a  ideologização. Pelo método Paulo Freire, se cria a condição errada do aluno querer aprender o que o atrai. Nunca o aluno possuirá condições de sozinho obter a condução para elucidar todo o esquema de estudos de que precisa.

Em disciplinas estudadas na Faculdade, autores importantes eram mencionados apenas como simples citações de que existiram, nomes históricos, identificados pela liberdade e autoria do que deixaram, não tinham relevância dentro dos conteúdos das aulas. Quando algum autor não é de esquerda, mas tem a obrigatoriedade ao menos (para a mente dos elaboradores de conteúdos) de ser lembrado, esse autor é no máximo citado brevemente de forma que não comprometa nenhum tipo de intenção de outro mencionado com mais veemência.  Porém, autores de esquerda, notadamente postos como principais, enunciados pela primazia da escolha,  marxistas, eram o núcleo do pensamento em disciplinas como Didática, Ciências Humanas, Filosofia, Psicologia e Língua Portuguesa, por exemplo. 
A maneira ideológica de enfoque dada pela esquerda não permite que existam outras perspectivas. Isso é evidente nos materiais universitários e em séries anteriores, e áreas coligadas e similares.

O método socio-construtivista, endeusado, não era nunca questionado. Este que contribui para que o aluno tenha muita dificuldade em compreender  as estruturas escritas, ao contrário do sistema anterior, em que o aluno era condicionado a compreender a Língua pela absorção de todas as partes, minuciosamente. Por isso, os alunos da Graduação, mesmo em idade adulta apresentavam grande dificuldade em compreender e escrever, observar quantos fonemas havia em uma palavra, simplesmente, e outros aspectos primários e importantes. Faltava musicalidade, memória, percepção e as nuances se tornavam incompreensíveis à escrita, a leitura e as interpretações; além dos aspectos semânticos serem fadados a grandes dificuldades.  

Se notava a perversão cultural sem respeito às características das qualidades como bases  do desenvolvimento humano –  minadas propositalmente.

O domínio é lento, imperceptível para a maioria. Prega-se contra o livre mercado, acusando o capitalismo dos males do mundo desde as idades mais propícias. Fala-se na defesa do Estado, mas os que o fazem defendem seus próprios interesses nas benesses da liberdade individual financeira e de iniciativas. A meritocracia funcionava apenas entre os pequenos grupos de amigos.   

Uma das primeiras sentenças que ouvi foi que “pelo simples fato de se produzir riqueza, automaticamente, se produz miséria.” Um absurdo! E mais absurdo ainda são os que ouvem como que com a aceitação de que não há propósito real, além do desvirtuamento de um caminho básico a toda economia que é o empreendedorismo, a produção eficaz, e o crescimento econômico na produção de trabalhos.   

A função do professor é, e sempre foi muito mais relevante do que é tida hoje; sendo que vemos essa relevância aplicada de maneira desproposital em relação aos objetivos do ensino.

Sendo assim, ouvi durante o período que: “não há uma cultura maior e melhor que outra; de que tudo é preconceito; que riqueza produz miséria, automaticamente”, como afirmei. Que não é preciso ensinar ou estudar verbos. Dessa forma, alunos ficam prontos às desqualificações, pois não conhecem, como se deve, as características inerentes à escrita básica. Por que tanto interesse em variações linguísticas, tanto interesse em dizer que há preconceito linguístico? O estudo-aprendizado perde lugar para idéias individuais que dizem anunciar soluções para todos.  

A desconstrução contínua da inteligência, da percepção da qualidade e do discernimento da existência de erro se tornam normais.

A desonestidade é de dimensão única, pois querem que ninguém os conteste, mas ao mesmo tempo, promovem a destruição lenta e programada, até moralmente, fazendo com que não sejam necessárias outras formas de atuação; mas uma principal, que desestabilize e mude mentalidades.

Eles preferem explicar o que convém, o que podem e deveriam até certo limite. Não há limites para o domínio doutrinário. Não são todos os professores, claro, mas boa parcela deles.

Quando discordava de algo, muitas vezes fui chamado de preconceituoso. Essa espécie de manipulação verbal mostra a maestria da covardia. 

Fica evidente que não existe questionamento, raciocínio e dedução; nem mesmo uma simples percepção de que existe intenção a respeito de algo. Há a desconstrução proposital da compreensão – que fica desarticulada e imersa. 

Estamos em uma fase além da calcificação do pensamento. Há o enaltecimento ao socialismo, a relativização posta estrategicamente à dúvida, há o orgulho da desonestidade ao preço da conquista – quando o “gramscismo” e o socio-construtivismo, o sócio-interacionismo interferem na educação. O que se pode esperar de um ensino baseado em Gramsci?, que disse: “nós vamos destruir o Ocidente, destruindo sua cultura, pela destruição do caráter.” Tive vários professores alicerçados sobre as temáticas de Gramsci.

Os conteúdos e os métodos visam em primeiro lugar a destruição do real estudo, fazendo com que algo superior a preguiça se instale, auxiliando o preparo mental ao comodismo geral. A estrutura de ensino é o máximo possível de introdução-desenvolvimento aos alunos da ideologia que os corrompa em muitas áreas, e que proporcione aos idealizadores o patamar almejado.      

Tínhamos em excesso Marx, Foucault, Chomsky, Chaui e Freire. Imergimos na burrice, na perda de tempo prático, e na nulidade constante. A visão da educação clássica é tida como ultrapassada e incoerente por muitos.

Um estudo em que não existe erro, só posições diferentes, o que emana bem o relativismo. Não existe cultura superior, é preconceito de pensamento. Então, Caravaggio, para eles mortificado, é igualado a rabiscos de paredes. A brutalidade do emburrecimento e dessa morbidez de alma trouxe o escárnio mental aos bancos escolares. De modo geral, a mistura de pessoas que se tornaram ícones realizou um emaranhado de confusões impróprias desde a pré-alfabetização a Graduação.  

E graças ao MEC e ao Estudo brasileiro, a cultura do diploma promove alunos em poses fotográficas, sem sequer saberem o que significa um Objeto Direto.

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