Mídia

Secretário de SP admite falha em escolha de livro inadequado a alunos da 3ª série

A reportagem abaixo foi publicada no portal G1, em 28 de maio de 2009.

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Livros falam de sexo, drogas e ensinam a ser mau. Paulo Renato afirma que livros serão recolhidos

O secretário de Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, admitiu que houve falha na escolha do livro “Poesia do Dia – Poetas de hoje para leitores de agora”, enviado a escolas públicas como material de apoio. "Houve erro de descuido. É um erro que tem de ser reparado". Segundo ele, os livros estão sendo recolhidos nas escolas.

A coletânea de poesias, que foi enviada há cerca de duas semanas às escolas pelo governo de São Paulo para o uso de alunos de terceira série (faixa etária de nove anos), é voltada a adolescentes e possui frases como "nunca ame ninguém. Estupre", “tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto”, e “Odeie. Assim, por esporte”. Foram distribuídos 1.333 exemplares. 

Em entrevista ao SPTV, Paulo Renato minimizou um possível efeito negativo do livro nos alunos. Ele informou que a obra foi entregue aos professores para ser lida com os estudantes e que a obra não foi usada como material de trabalho. "O contato do aluno foi o menor possível."

Ele lembrou que, à época que foi ministro da Educação, eram formadas comissões especiais que davam pareceres sobre os livros adotados. Esse critério passará a ser adotado pela secretaria em São Paulo. No caso da coletânea de poemas, a análise foi feita, segundo ele, por um grupo de professores.

A secretaria informou que na próxima quarta-feira (3) vai realizar uma exposição para o público dos demais 816 títulos adotados no programa.

Textos eróticos

“Memórias inventadas”, de Manoel de Barros, é outro livro inadequado. Desta vez, é para a sexta série. O livro do poeta premiado tem vários textos eróticos.Foi entregue à reportagem do SPTV pela mãe de um aluno que pediu para não ser identificada. Ela disse que o filho dela teve de fazer um trabalho escolar a partir da obra que conta experiências sexuais.

Na semana passada, foi noticiado que a mesma secretaria havia distribuído a escolas um livro com histórias em quadrinhos com palavrões e conotação sexual.

Indicado para alunos de nove anos da terceira série do ensino fundamental, o livro "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", com 11 histórias em quadrinhos de vários autores sobre futebol, chamou a atenção de coordenadores pedagógicos.O material seria usado no programa Ler e Escrever, que reforça a alfabetização de crianças, e os alunos poderiam levar o livro para casa ou usar na própria escola. Na ocasião, o governador José Serra disse que houve "falha" na escolha, pois o material é "inadequado para alunos desta idade", e que já determinou o recolhimento da obra. Disse ainda que foi aberta uma sindicância e os responsáveis serão punidos. Os resultados da sindicândia devem sair em 30 dias.Em outro caso, também neste ano, alunos da 6ª série do ensino fundamental receberam livros em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa e a Venezuela foi esquecida.

http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1171208-5604,00-SECRETARIO+DE+SP+ADMITE+FALHA+EM+ESCOLHA+DE+LIVRO+INADEQUADO+A+ALUNOS+DA+SE.html

Prontos para o século IXX

Muitos professores e seus compêndios enxergam o mundo de hoje como ele era no tempo dos tílburis. Com a justificativa de "incentivar a cidadania", incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos

Por Monica Weinberg e Camila Pereira (*)

Tema para reflexão: vale a pena usar chocadeiras artificiais para acelerar a produção de frango? Deu-se com isso o início de uma das aulas de geografia no Colégio Ateneu Salesiano Dom Bosco, de Goiânia, escola particular que aparece entre as melhores do país em rankings oficiais. Da platéia, formada por alunos às vésperas do vestibular, alguém diz: "Com as chocadeiras, o homem altera o ritmo da vida pelo lucro". O professor Márcio Santos vibra. "Você disse tudo! O homem se perdeu na necessidade de fazer negócio, ter lucro, exportar." E põe-se a cantar freneticamente Homem Primata / Capitalismo Selvagem / Ôôô (dos Titãs), no que é acompanhado por um enérgico coro de estudantes. Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: "Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?". Respondem os alunos: "A máquina". Indaga, mais uma vez, o professor: "Quem são os donos das máquinas?" E os estudantes: "Os empresários!". É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: "Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso". Fim de aula.

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