MPF arquiva representação contra ato político-partidário na UFPE ("Volta, Dilma")

Resultado de imagem para volta dilma ufpeEm julho de 2016, o Escola sem Partido encaminhou ao MPF de Pernambuco uma representação para que fosse apurada a prática de ato de improbidade administrativa pelo reitor Anísio Brasileiro e outros professores da UFPE, tendo em vista a realização, nas dependências da universidade, de um evento intitulado “Volta, Dilma”. Na época (17/06/2016), o portal G1 noticiou:

“O auditório lotado (240 lugares) parecia ser regido a cada pontuação de Dilma. Eram gritos de ‘Fora Temer’, ‘Temer golpista’, ‘Dilma guerreira da pátria brasileira’ e ‘Fora Mendonça’. Quem não conseguiu entrar, acompanhou todo o discurso em um telão montado do lado de fora”.

Segundo reportagem do Diário de Pernambuco, o reitor foi o primeiro a discursar, e pediu a volta da presidente afastada. “Que a coragem que lhe marca nunca lhe falte, e seja sempre sua companheira’, disse o reitor.

A representação, todavia, foi arquivada (para ler a decisão, clique AQUI). A despeito do caráter obscenamente político-partidário do evento, o MPF não viu nada de errado no “Volta, Dilma”. A Procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopes entendeu que a manifestação a favor da “ex-presidenta” (sic) estava amparada pela autonomia didático-científica da universidade (!), e a participação do reitor e demais professores, pela liberdade de expressão (!).

O Escola sem Partido recorreu (para ler o recurso, clique AQUI), mas o arquivamento foi mantido pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. Relator do caso, o Procurador da República Renato Brill de Goes afirmou: “não vislumbro que a participação do Reitor, bem como a dos professores da UFPE, no evento denominado ‘Volta, Dilma’, bem assim a disponibilidade das instalações da Universidade para realizar o mencionado evento, tenham dado azo a condutas ímprobas (...) Ademais, tenho que a disponibilização do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da UFPE para a promoção daquele evento não se consubstancia em patrimonialismo, uma vez que o referido episódio decorre da autonomia didático-científica daquela repartição pública” (para ler a decisão, clique AQUI).

Como se vê, é difícil saber o que é mais grave: o uso escancarado de uma universidade pública em benefício de um partido político, ou o vergonhoso acobertamento desse uso pelo Ministério Público Federal.

 


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