Os novos demiurgos

Por Olavo de Carvalho

O que torna ainda mais odioso o dirigismo estatal na educação, universalmente buscado e ardentemente defendido pelos sapientíssimos intelectuais de esquerda, é que ele desmente da maneira mais flagrante e cínica o discurso educacional esquerdista de três ou quatro décadas atrás, do qual eles se serviram como puro instrumento de sedução, prontos a jogá-lo fora na primeira oportunidade, como estão fazendo agora.

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Educação ou deformação?

Por Olavo de Carvalho

O pronunciamento do MEC, que considerou inconstitucional a legalização do homeschooling por violar o direito de todos à educação gratuita, é só mais um exemplo do barbarismo que, a pretexto de educar nossos filhos, lhes impõe todo um sistema de deformidades mentais e morais para fazer deles idiotas criminosos à imagem e semelhança de nossos governantes.

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Lição nº 1: ética não se confunde com opinião

O psicólogo Luciano Garrido comenta mensagem enviada ao ESP por mãe de estudante sobre livro de Português adotado pela escola de seu filho (11.05.2009).

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Não restam dúvidas de que o texto é inapropriado para crianças. Não só pelo vocabulário mais ou menos rebuscado, é claro. Pode-se dizer que a relação pai-filha trazida no texto jamais seria considerada um exemplo moralmente edificante para essa faixa etária. Por uma simples razão: crianças devem ser instruídas por meio de mensagens com conteúdo moral auto-evidente e de fácil assimilação, evitando-se, sempre que possível, controvérsias, sutilezas ou relativismos. Não é por outro motivo que as fábulas são um excelente instrumento de educação.

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Visões distorcidas dos livros didáticos sobre agricultura e êxodo rural

Luis Lopes Diniz Filho, professor do Departamento de Geografia da UFPR, comenta mensagem enviada ao ESP por mãe de estudante sobre livro de geografia adotado pela escola de seu filho (11.05.2009).

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As passagens citadas do livro mostram que ele reproduz com fidelidade as idéias da geografia crítica, que é dominante no ensino de geografia. Um exemplo de trabalho que apresenta exatamente essa mesma visão das relações da agricultura pode ser encontrado aqui. Mais uma comprovação de que os conteúdos escolares estão sendo definidos segundo uma visão unilateral da realidade, ao invés de trabalharem visões alternativas para estimularem o aluno a pensar com a própria cabeça. Isso contraria frontalmente aquilo que os professores e autores de livros didáticos (como Vesentini) dizem que fazem, isto é, “estimular o pensamento crítico do aluno”.

Não sei quais dados estatísticos os autores utilizaram para tentar provar o que está dito acima, mas há inúmeros dados e resultados de pesquisas que confrontam suas afirmações. Vejamos:

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Leitura tendenciosa e inadequada

 

Mãe de estudantes expressa indignação com livros didáticos adotados pela escola de seus filhos (11.05.2009). Leia também os comentários do ESP, escritos por Luis Diniz Filho e Luciano Garrido.

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Sou mãe de 4 filhos do Ensino Fundamental que estudam no Colégio Nossa Senhora das Dores (escola católica da Zona Norte de São Paulo). De maneira geral, estou contente com a escola, e acompanho diariamente as tarefas de casa das crianças, pois é minha obrigação de mãe e uma ótima oportunidade para educar e esclarecer aquelas aulas de Geografia e História (principalmente), cheias de informações distorcidas, que, sem a devida explicação, são absorvidas totalmente pelos alunos, que não têm condições de se proteger ainda.

Gostaria de comentar aqui duas situações recentes: uma leitura extra-classe de Geografia do 7º ano e um texto do livro de Português do 4º ano, que me deixaram indignada, e não posso deixar passar em branco.

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