Mensagem enviada por uma pedagoga, em 10.09.2015
Estudei na Engenharia do CEFET – Curitiba em 1977, curso excelente!, tempo do regime militar. Estava no 3º ano e precisei trancar a matrícula, tempos difíceis, meu marido conseguiu emprego noutra cidade.
Em 1984 iniciei o curso de Pedagogia na UEM. Hoje percebo com clareza o assédio moral, ideológico, bullying… e tudo o mais passível de um processo pelo que sofri. A ideologia marxista imperava de forma declarada. Certa ocasião um professor de sociologia me falou: – “você está impregnada destas doutrinas positivistas”.

Confesso minha ignorância: até ontem, nunca tinha ouvido falar de Judith Butler, uma filósofa americana, feminista radical, que veio ao Brasil para participar de um mega evento sobre sexualidade, feminismo e questões de gênero, na Universidade Federal da Bahia – UFBA, em Salvador, de 4 a 7 de setembro. O 2º Seminário Internacional “Desfazendo Gênero” é uma realização do CUS. Isso mesmo: CUS é a sigla do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade que funciona na Faculdade de Comunicação da UFBA. “Em quatro dias”, promete o coordenador do evento, “iremos produzir muitas reflexões, babados, gritarias, confusões, afetos, laços e rupturas”. Tudo com o nosso dinheiro, claro.
Para a psicanálise freudiana as diversas psicopatologias — neuroses, psicoses e perversões — estão diretamente relacionadas às possíveis saídas que o complexo de Édipo comporta. É com base no complexo de Édipo que a criança estrutura e organiza o seu psiquismo e sexualidade, sobretudo, em torno das diferenças entre os sexos e da angústia de castração suscitada pela constatação dessas diferenças. O complexo de castração está em estrita relação com o complexo de Édipo, mais especialmente com a função interditora e normativa.