A ideologização na escola?

Por Osvino Toillier *

No regime democrático, os mecanismos que regem o sistema educacional obedecem a um ordenamento jurídico, que tem na ponta a Constituição Federal e, a partir daí, toda legislação pertinente, visando à preservação da liberdade que cada escola tem de formular seu projeto pedagógico e definir o conteúdo que deva ser desenvolvido ao longo do curso e em todas as séries.

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A luta do ESP

Matéria publicada na coluna do jornalista Paulo Bressane, no semanário O Tempo, de Belo Horizonte, em 20 de agosto de 2014.

Já ouviram falar da ESP – Escola Sem Partido? Deveriam, pois ela é uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o alto grau de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico ao superior. Todos nós devemos apoiar esta iniciativa, pois, há muito, nossos jovens são influenciados em sala de aula por um enorme contingente de militantes de esquerda, que não medem esforços para lhes impingir sua visão distorcida do mundo. Desde que tomou as rédeas do país, o PT vem incentivando o uso de viseiras nas escolas públicas. Se os carroceiros as usam para que seus burros e cavalos enxerguem apenas o que lhes convém, os doutrinadores ideológicos da esquerda as usam para aumentar seu rebanho de alienados. Essa lavagem cerebral é um crime intelectual e deveria ser tema de alerta nas discussões políticas.

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Livro Infantil Promove Satanismo

Quem souber de algum professor ou escola que esteja impondo ou recomendando a leitura desse livro, por favor, avise-nos. Matéria publicada em 6 de julho de 2014, no site http://fococristao.wordpress.com.

A Máquina de Brincar, de Paulo Bentancur, é um livro infantil que claramente invoca o Diabo e desdenha de Deus. Como descrito no site do autor, o livro A Máquina de Brincar (Bertrand Brasil, 2005) que foi adotado pelo Governo do Estado de São Paulo através do PNLD, é dividido em duas partes, “Para Ler no Claro” e “Para Ler no Escuro”, um conjunto de vinte e cinco poemas para “nos fazer e curtir na primeira parte e bater os dentes, atemorizados, na segunda”. Metade do livro tem páginas brancas com letras e desenhos coloridos e fala de coisas boas. A outra metade traz poemas impressos em papel pintado de preto e fala de bruxas, fantasmas, castelos em ruínas, seres esquisitos, muito esquisitos… Uma descrição meio ingênua apresentando um livro com um evidente fim ideológico nada ingênuo.

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O $uce$$o da doutrinação

Reportagem de Nelito Fernandes, publicada na revista Época, em 5 de outubro de 2007, sob o título “O mistério do professor Schimidt”.

O autor do polêmico livro de História que vendeu 10 milhões de cópias sumiu. Ele foi barrado pelo Ministério da Educação por não mostrar diploma

Mario Furley Schmidt é o autor que mais vende livros de História no país. Com 10 milhões de exemplares, sua coleção Nova História Crítica foi lida por cerca de 30 milhões de estudantes. No Brasil, Schmidt vendeu cinco vezes mais que O Alquimista, de Paulo Coelho, e quatro vezes mais que O Código Da Vinci, de Dan Brown. Apesar dos números, a formação acadêmica do escritor é um mistério comparável ao Santo Graal. Schmidt, que está com 45 anos, não conseguiu comprovar no Ministério da Educação que tem curso superior em História ou em qualquer outra área. A falta de diploma não deveria tirar o sono de um professor que é descrito como brilhante por vários ex-alunos. Mas tirou. Isso porque, até este ano, o MEC não exigia formação superior de autores interessados em participar do Programa Nacional de Livro Didático, que compra livros para o ensino médio. Para 2008, a regra mudou. Schmidt entrou na Justiça e conseguiu uma liminar para participar da concorrência sem diploma. Mas a liminar foi cassada e ele está fora do programa. Ou seja, a história de sucesso de seu livro pode estar com os dias contados.

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