A objetividade científica como compromisso indeclinável do educador

Por Luís Lopes Diniz Filho*

Há muitas coisas que podem ser comentadas no texto Por que apoio o MST, mas, para evitar a dispersão, vou me ater apenas ao elemento que me parece mais importante em relação ao tema da doutrinação no ensino, que é a questão da neutralidade e da objetividade. O professor doutrinador diz o seguinte “Nos  primeiros quatro anos que convivemos com os alunos do MST, nós do mundo  acadêmico tivemos a oportunidade de apreender (sic) com os (as) militantes do  Movimento valores olvidados em nosso dia a dia de atividades de pesquisas e de  ensino, numa universidade que parece fria diante do mundo ao redor“.

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Por que apoio o MST

Conheça a visão de mundo de um professor de História da Universidade Federal da Paraíba. E não deixe de ler o comentário do Prof. Diniz Filho, da Universidade Federal do Paraná, sobre a "filosofia da ciência" do companheiro Zé Jonas. *  *  * Eu sou José Jonas Duarte da Costa. Sou professor do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da UFPB…

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Paranoia sociológica

Por Olavo de Carvalho

Terminei o antigo anterior dizendo que a teoria da “violência simbólica” pressupunha ou uma megaconspiração cujos traços documentais desapareceram para sempre, ou o milagre de uma intenção inconsciente ser capaz de manipular o inconsciente alheio com a precisão de um cálculo matemático. Se as duas hipóteses são francamente dadaístas, à segunda vem acrescentar-se ainda mais um fator complicante. Para que os educadores fossem induzidos a trabalhar inconscientemente para os interesses da burguesia, teria sido preciso que a burguesia os manipulasse para esse fim, o que supõe que os capitalistas fossem educadores ainda mais hábeis do que os educadores profissionais, impondo a estes, por meio de “violência simbólica”, as normas e padrões de uma violência simbólica de segundo grau que, inconscientemente, eles deveriam repassar à multidão dos dominados. Também não há registro histórico de que isso jamais tivesse acontecido, é claro.

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Um guru da educação brasileira

Por Olavo de Carvalho

Uma das idéias mais influentes e respeitadas na educação brasileira é a teoria da “violência simbólica”, criada por Pierre Bourdieu (v. Pierre Bourdieu e Jacques Passeron, A Reprodução. Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino, trad. Reynaldo Bayrão, 3ª. ed., Rio, Francisco Alves, 1992). Por esse termo ele entende “a violência que extorque submissão não percebida como tal, baseada em ‘expectativas coletivas’ ou crenças socialmente inculcadas”. Violência simbólica é toda forma de dominação mediante impregnação inconsciente de hábitos, símbolos e valores que ao mesmo tempo impõem essa dominação e a encobrem aos olhos dos dominados, de modo que a violência é tanto mais efetiva quanto menos reconhecida.

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Terrorismo sexual

Por Luiz Felipe Pondé*

QUEM É a favor do ensino religioso? Mesmo quem concorda com o ensino religioso discorda do conteúdo: ensinar o quê? Deus, orixás, gnomos, homens-bomba? Outros são contra: religião não é assunto do Estado e da escola, é assunto da vida privada e familiar -guardem esse argumento na memória porque voltarei a ele.

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