Enquete no Orkut: o que os atuais “paradigmas pedagógicos” têm a ver com a crise na educação

Por Fabio  Lins

Fiz nova enquete na comunidade Escola Sem Partido e outras de educação sobre a influência da “tríade sagrada” Piaget-Freire-Vygotsky na educação brasileira. A pergunta foi assim formulada em todas elas:

“Há relação entre os atuais paradigmas pedagógicos e os péssimos resultados dos alunos?

Todos sabemos dos péssimos resultados em educação no Brasil. Nosso paradigma tem sido regido pela “tríade sagrada” Piaget-Freire-Vygotsky com participações menos vigorosas de outros modelos. Você considera que existe relação de causa e efeito entre este paradigma e os resultados ruins? Ou seja, será que os péssimos resultados obtidos são efeitos de anos de aplicação destes meios?”

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Consciência reprimida: duas notas

Por Olavo de Carvalho

1. A vitória obtida pelo jornalista Gilberto Simões Pires no processo absurdo e insolente que lhe moveu a secretária da Educação do Rio Grande do Sul é um marco memorável na história da liberdade de imprensa neste país. No dia 13 de dezembro de 2000, a 5a. Câmara Criminal de Justiça de Porto Alegre, julgando o pedido de “habeas corpus” impetrado pelo advogado Paulo Couto e Silva, decidiu que não é crime dizer que as pessoas que usam crianças para a propaganda de ideologias violentas estão fazendo exatamente isso. Amparado nessa decisão, abdico da vaidade jornalística de anunciar novidades e repito apenas o que disse o brilhante comentarista: o governador do Rio Grande do Sul e sua secretária da Educação se aproveitam de escolares do Rio Grande do Sul como instrumentos para a propagação da mais violenta, criminosa e anticristã das ideologias. E não apenas fazem isso: não suportam que se noticie que fazem. Mas, por intolerável que nos pareça sua tentativa de obstar a denúncia de seus atos, ela tem algo de bom: ela prova que, no fundo, essas pessoas têm consciência moral e sabem que estão do lado errado. Nesse secreto pudor, nessa  reprimida consciência do bem e do mal, reside toda a esperança de que um dia não só o governador ou sua secretária da Educação, mas todos os esquerdistas rompam os laços que ainda os prendem a um passado histórico deplorável, pelo qual pessoalmente não têm culpa alguma, mas de cuja tristeza e desonra se fazem retroativamente, por um gratuito e inexplicável masoquismo, os emblemas e monumentos viventes.

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Brasileiro precisa de proselitismo ideológico, não de aula de matemática

Por Reinaldo Azevedo

Em agosto do ano passado [2005], o Conselho Nacional de Educação deu um ano para as escolas de segundo grau de todo o país passarem a ministrar aulas de filosofia e sociologia. Um ano. Reparem que o prazo expira no início do segundo semestre para um curso cujo planejamento é anual. É a dificuldade funcional da decisão dos gênios, onde brilha a inteligência de Marilena Chaui, aquela que acredita que o céu se ilumina quando Lula fala – embora ela já tenha mais de 60 e seja de esquerda…

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Condições favoráveis à doutrinação

Por Lucas G. Freire

Primeiramente, parabenizo-os pelo trabalho do “Escola Sem Partido”. Hoje, sou aluno de pós-graduação e completei dois cursos superiores, um em universidade pública e outro em universidade particular católica. Penso que as habilidades adquiridas ao longo desses cursos, por um motivo ou por outro, me prepararam para enxergar melhor que aquilo que consideramos “dados” são, no fundo, interpretações orientadas por teorias específicas.

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