UnB – Nota da ADUNB sobre reportagem da Veja

A Diretoria da ADUnB vem por meio desta manifestar profunda insatisfação com relação ao depoimento do Magnífico Reitor da UnB, Prof. José Geraldo de Souza Júnior, que tentou desqualificar docentes da Universidade de Brasília, primeiramente na reportagem em questão e, posteriormente, por meio de carta aberta à comunidade também publicada no site da SECOM-UnB em 5/7/2011. Entendemos que não cabe ao dirigente máximo da Instituição desqualificar seu corpo docente, seja na totalidade, ou referindo-se a grupo específico, como o Reitor tenta fazer crer. Cabe-lhe apurar as graves denúncias levantadas na reportagem.

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FAQ

  A doutrinação é um problema grave na educação brasileira? Por quê? Sim, por três razões. Primeiro, porque consiste numa forma de cerceamento da liberdade de aprender do estudante, já que, numa de suas vertentes, essa liberdade – que é garantida expressamente pela Constituição Federal – compreende o direito do estudante de não ser doutrinado por seus professores. Trata-se, portanto, da violação a um direito…

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UnB – O pensamento profundo de um reitor perturbado

Por Reinaldo Azevedo

José Geraldo, este impressionante reitor da UnB, assina uma espécie de artigo no site da universidade, em que fala dos descalabros relatados por VEJA. Ele os nega, claro!, e falseia a verdade ao afirmar que não foi ouvido. Foi! E se limitou a dizer que tudo não passava da reclamação de professores contrariados…

No texto, ele se refere, por exemplo, à agressão de que foi vítima a procuradora de Justiça Roberta Kaufmann. Ela, que é contrária ao sistema, foi à universidade para debater cotas. Debate, vocês sabem, se faz entre pessoas que divergem. Não na UnB. Foi impedida de falar. Quem liderou a gritaria foram professores. Ficou sitiada no prédio durante um tempo. Seu carro foi pichado: “Loira filha da puta”. José Geraldo achou a coisa injusta? Assim ele se refere ao caso:

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UnB: quem é o Jdanov do Stálin da universidade. E a estatuinte que pretende matar a instituição

Por Reinaldo Azevedo

Se José Geraldo fosse o Stálin da UnB, seu Jdanov, o ministro da Cultura e uma espécie de guia ideológico, seria um professor chamado Alexandre Bernardino. Ele é uma espécie de mentor desse ambiente de intolerância disfarçado de radicalidade democrática. Bernardino é um dos expoentes do “Direito Achado na Rua”. Foi o professor que presidiu uma comissão de sindicância que acusou de racismo o excelente professor Paulo Kramer, numa ação que não deveria nada aos “Processos de Moscou”. Para tristeza dos nossos comunistas, não havia pelotão de fuzilamento no fim –  só o fuzilamento moral.

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Universidade de Brasília (junho 2011)

Por Reinaldo Azevedo

A Universidade de Brasília, como já escrevi aqui, é a morada do aiatolá Marcos Bagno, aquele professor que já fez fama — e, calculo aqui, fortuna razoável — com suas fabulações sobre o preconceito lingüístico. Trata-se de uma tese intelectualmente vigarista porque mistura dois domínios: os estudos de lingüística, que têm valor descritivo, não normativo, e os de gramática. Bagno inventou a existência de um preconceito para, então, combatê-lo, como se as nossas escolas fossem verdadeiros centros de tortura da linguagem popular. Não! O nosso problema é bem outro: falta de estrutura e de capacitação intelectual para ensinar a norma culta aos alunos, o que não implicaria desrespeitar, obviamente, as várias “falas” que há no país. A questão é falsa. Os exploradores da boa-fé e da miséria alheias, no entanto, são verdadeiros.

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