Uso ideológico de prova fere legislação

Reportagem da Gazeta do Povo (Curitiba) sobre o uso político-partidiário da prova do ENADE de 2009 (15.11.2009).

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Para o advogado Miguel Nagib, o uso do aparelho do Estado para imposição ideológica não é apenas condenável do ponto de vista ético, mas também do ponto de vista legal. “A diferença entre o ensino brasileiro e o cubano é que em Cuba a Constituição prevê que a educação levará em conta os princípios do marxismo. A doutrinação é de direito. Aqui não, a doutrinação é de fato”, compara. Nagib afirma ainda que caberia ao Ministério Público (MP), como guardião das leis, combater a prática. Nesse sentido, o MP ainda não se pronunciou sobre o exame – a reportagem procurou a assessoria do órgão, mas até o fechamento desta edição não havia obtido resposta.

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Provas “governistas” são regra, dizem especialistas

Reportagem da Gazeta do Povo (Curitiba) sobre uso político-partidiário da prova do Enade de 2009 (15.11.2009).

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O Exame Nacional de De sem penho dos Estudantes, o Enade, aplicado no último domingo, trouxe à tona uma infeliz constatação: a educação está se prestando mais à doutrinação ideológica do que à instrução propriamente dita, segundo os especialistas consultados pela Gazeta do Povo que tiveram acesso à prova do Ministério da Educação (MEC). O pior, afirmam, é que essa prova não é uma exceção, mas apenas um novo exemplo do que está se tornando regra no ensino brasileiro.

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Professor é afastado por fazer apologia ao homossexualismo

Bem feito! A intenção do professor era evidente: chocar e influenciar a sensibilidade moral dos alunos (jovens de 12 a 14 anos). Um professor, seja qual for a sua orientação sexual, não tem o direito de usar a sala de aula para fazer isso com os filhos dos outros. Os pais dos alunos poderiam processá-lo por usurpação da sua autoridade moral. Portanto, fez muito bem a Secretaria de Educação do DF em demiti-lo. Leia a reportagem, publicada no portal G1, em 17 de fevereiro de 2009.

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O afastamento de um professor de inglês provoca polêmica no Distrito Federal. Ele foi acusado de fazer apologia do homossexualismo na sala de aula. O caso aconteceu em uma escola pública da cidade de Brazlândia, próxima a Brasília.

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Fábrica de maus professores

Entrevista com a antropóloga Eunice Durham (Veja, Páginas Amarelas, 26.11.2008).

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Hoje há poucos estudiosos empenhados em produzir pesquisa de bom nível sobre a universidade brasileira. Entre eles, a antropóloga Eunice Durham, 75 anos, vinte dos quais dedicados ao tema, tem o mérito de tratar do assunto com rara objetividade. Seu trabalho representa um avanço, também, porque mostra, com clareza, como as universidades têm relação direta com a má qualidade do ensino oferecido nas escolas do país. Ela diz: “Os cursos de pedagogia são incapazes de formar bons professores”. Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação (MEC) no governo Fernando Henrique, Eunice é do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas, da Universidade de São Paulo – onde ingressou como professora há cinqüenta anos.

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