A loteria do Enem
Professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo reconhece o uso do ENEM como filtro ideológico de acesso ao ensino superior.
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Por Nílson José Machado *
A prova tem falhas logísticas e há incerteza sobre os critérios de correção; as questões têm textos longos demais e apresentam filtros ideológicos
O governo federal acaba de receber cerca de 3,4 milhões de inscrições para as pouco mais de 100 mil vagas no ensino superior pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada). Foram 1,7 milhão de candidatos (os alunos podem se inscrever para mais de um curso). Em média, mais de 30 candidatos disputam cada vaga.

A feminista Camille Paglia, 58, não esconde o rancor quando o assunto é o “politicamente correto” do establishment liberal dos Estados Unidos, grupo cujo pensamento está mais associado à esquerda no país e que se contrapõe aos conservadores. Com língua afiada, queixa-se da uniformização e esterilidade do pensamento acadêmico, da lavagem cerebral feminista, da hipocrisia da esquerda moderna e resume o problema: “O liberalismo está intelectualmente exausto”.