“Che” Guevara para crianças: quatro parágrafos indecentes

Artigo publicado no site www.escolakids.com. Em 14.03.2011 o artigo foi retirado do site do Escolakids. Leia abaixo as mensagens de protesto reencaminadas ao ESP.

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Che Guevara

A história do guerrilheiro que gostava de ajudar os necessitados (título original) 

Em 14 de Junho de 1928, na província de Rosário, Argentina, nasceu Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara. Teve asma ainda criança e, por conta disso, sua família se mudou para Córdoba, região campestre da Argentina onde o ar é mais puro. Desde pequeno gostava de ler. E por conta do gosto pela leitura, passou no vestibular para Medicina. Quando estava na faculdade desenvolveu uma vontade imensa de ajudar seu próximo. Sendo assim, ao final de seu curso, saiu em uma viagem com seu amigo Alberto para conhecer os lugares mais pobres da América Latina e tratar os doentes, sem cobrar nada.

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O esporte e a alienação

Reportagem de Mauri König, publicada na Gazeta do Povo do Paraná (edição de 25.09.2007), sobre o capítulo 3º do Livro Didático Público do Estado do Paraná. Leia aqui a entrevista completa feita com o coordenador do ESP, Miguel Nagib.

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No capítulo três da disciplina de Educação Física, o livro didático público recorre ao esporte e à televisão para afirmar que ambos, quando associados, sofrem influência do sistema capitalista para explorar e dominar as massas, impondo suas idéias políticas e filosóficas. Seriam valores úteis ao capitalismo o respeito às regras, a derrota como aprendizado, a competição, a premiação unicamente ao vencedor.

“O que o autor (deste capítulo) não enxerga é a afinidade ontológica entre o esporte de competição – preferido por 9 entre 10 pessoas – e o regime capitalista. Ambos exigem o respeito às regras, o espírito de equipe, o esforço para aprimorar o desempenho, a aceitação da derrota, a vontade de vencer, a recompensa pelo esforço”, diz o coordenador da associação Escola Sem Partido, Miguel Nagib.

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Entrevista concedida pelo coordenador do ESP à Gazeta do Povo

Gazeta do Povo – Qual a sua opinião sobre o capítulo 3º do Livro Didático Público, da rede pública de ensino do Paraná, dedicado à disciplina de Educação Física?

Miguel Nagib – A análise feita no texto é declaradamente marxista. De acordo com a visão que o autor pretende transmitir aos alunos, o esporte é fundamentalmente um instrumento usado pela classe dominante (identificada com o capitalismo) para “explorar e dominar as massas, com o intuito de impor idéias, tanto políticas quanto filosóficas, sobre os modos de produção e principalmente de consumo”.

O texto é tendencioso do começo ao fim. Tem-se a impressão, em certas passagens, de que foi escrito durante uma sessão espírita. Parece que baixou o Proudhon no camarada e ele começou a psicografar frases inconexas e a fazer extrapolações indevidas, como nesse comentário sobre o conceito de “campeão”. Diz o texto: “não existe o termo ‘os campeões’, apenas uma equipe é vencedora. Não é diferente quanto ao acesso aos bens de consumo, pois poucos dispõem de recursos financeiros e conforto material. Mas por que no esporte não pode haver mais de um vencedor? Como também em nossa sociedade, por que não temos igualdades na distribuição de renda?” Essa técnica de argumentação é utilizada para desnortear o leitor.

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Ideologia infiltrada na educação

Editorial do jornal “Gazeta do Povo”, do Paraná (edição de 12.07.2009).

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No fim desta semana, o Ministério da Educação encerra as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que neste ano ganha importância muito maior que em edições anteriores. A prova servirá como vestibular para quase duas dezenas de universidades federais em todo o Brasil (incluindo a Universidade Tecnológica Federal do Paraná), além de ser usada como primeira fase por outras instituições ou como componente da nota final de vestibulandos (como na Universidade Federal do Paraná). Além da apreensão comum que acompanha a estreia do exame como meio de seleção para instituições federais, um risco pouco comentado ronda a prova do MEC. Na redação de 2007, por exemplo, os estudantes foram induzidos a cantar as glórias do relativismo cultural; em outras questões percebia-se um viés ideológico favorável às doutrinas marxistas. Não é absurdo questionar se o governo, ainda mais em véspera de ano eleitoral, não poderia usar o exame para impor um modo de pensar sobre os candidatos, ansiosos em conseguir boas notas e dispostos, para isso, a dizer o que o examinador deseja ouvir.

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Professores da UFBA apóiam doutrinação em livro didático

Finalmente, a grande imprensa começa a despertar para o problema da doutrinação ideológica nas escolas. As denúncias de Ali Kamel no Globo provocaram uma onda de indignação nacional. O assunto é objeto de reportagens e discussões públicas em todo o país.

Ao mesmo tempo, sentindo-se ameaçado, o monstro coletivo-totalitário que seqüestrou a educação brasileira contra-ataca em diversas frentes.

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