Por trás da ação aparentemente espontânea dos “despertadores de consciência crítica”, existe uma bem elaborada e difundida doutrina da doutrinação.
Exibiremos neste espaço a ação desses manipuladores de segundo grau.
Palestra feita por Frei Betto, em fevereiro de 2014, no Congresso Mundial de Universidades 2014, realizado em Havana, Cuba, sob o título “O papel do educador na formação política dos educandos”.
O bloco socialista se desintegrou antes de completar um século. A União Soviética se esfacelou e os países que a formavam adotaram o capitalismo como sistema econômico e sinônimo de democracia. Tudo aquilo que o socialismo pretendia e, de alguma maneira, alcançara – redução da desigualdade social, garantia do pleno emprego, saúde e educação gratuitos e de qualidade, controle da inflação etc. – desapareceu para dar lugar a todas as características desumanas do neoliberalismo capitalista: a pessoa encarada, não como cidadã, e sim como consumista; o ideal de vida reduzido ao hedonismo; a exploração da força de trabalho e a apropriação privada da mais-valia; a especulação financeira; a degradação da condição humana através da prostituição, da indústria pornográfica, da criminalidade e do crescente consumo de álcool e drogas.
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Por Sol Stern*
Assim como o mais famoso Teach for America, o programa New York Teaching Fellows fornece um caminho alternativo à certificação Estadual para aproximadamente 1.700 professores novos por ano. Quando me encontrei com um grupo de pessoas que assistiam a uma aula obrigatória em uma escola de instrução no verão passado, começamos a discutir a reforma da educação, mas a conversa tomou logo um novo rumo, com muitos descrevendo histórias de horror uma após a outra de seu difícil primeiro ano: salas de aula caóticas, administradores indiferentes, professores veteranos que raramente ofereciam ajuda. Pode-se esperar que as leituras exigidas para professores iniciantes contenham dicas práticas para a vivência na sala de aula, por exemplo, ou bons conselhos que ajudem a leitura de alunos desfavorecidos. Ao invés, o único livro que todos tinham que ler “de cabo a rabo” era Pedagogia dos Oprimidos, do educador brasileiro Paulo Freire.
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Mensagens trocadas num grupo de discussão entre o coordenador do ESP, Miguel Nagib, e dois professores universitários (Ilzver Matos e Paulo Renato Vitória) sobre o artigo “Professor não tem direito de ‘fazer a cabeça’ de aluno”:
O texto raivoso não tem nenhuma base nas obras sobre ensino jurídico, nem menciona as suas principais características no Brasil nestes séculos de existência, as críticas atuais (não tão atuais mais) ao modelo coimbrão e as novas propostas de ensino do direito (sobre as quais poderia tecer seus comentários e críticas). O texto é apenas uma tentativa pobre de convencimento com base no senso comum e fundamentada numa interpretação da mesma forma pobre das nossas lei, fruto de algum conflito pessoal e resultado do processo terapêutico da escrita que tantos usam hoje para liberar tensões e angústias (à moda facebookiana).
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Vejam, na reportagem abaixo — publicada no canal de notícias da Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul em 10.12.2013 –, se não é a esquerda a mão que balança o berço da educação brasileira.
Professores debatem referenciais teóricos em trabalhos em grupos
Nesta terça-feira (10) os cerca de 500 professores da rede estadual que participam da formação pedagógica referente ao Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, na Capital, trabalham em grupos. No início da manhã, o assessor técnico da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Alejandro Jélvez, abordou três temas relacionados com seis autores. Esses temas serão discutidos pelos grupos de professores. Os debates acontecem até as 14h45, quando plenária reunirá os participantes da formação. Na quarta e quinta-feira, estarão em foco no encontro pedagógico as quatro áreas do conhecimento. A formação do Pacto Nacional encerra-se na sexta-feira (13), quando será discutido o tema da interdisciplinaridade e realizada a avaliação do encontro.
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O autor do texto a seguir transcrito – extraído do site da Universidade Federal do Mato Grosso(http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev15/Silva.html) – é doutor em Educação pela PUC/SP e professor do curso de Pós-Graduação em Educação do Centro Universitário do Triângulo.
O Prof. Jefferson da Silva ensina a seus alunos – educadores e futuros educadores – que o professor deve atuar em sala de aula como o “intelectual dirigente e orgânico”, de Antonio Gramsci. “Os educadores, afirma, não podem ter a presunção de substituir os dirigentes políticos, mas também não devem considerar-se excluídos da tarefa política de dirigentes. Algo muito importante e desafiador lhes está à frente: conquistar o lugar de intelectual dirigente e colaborar para a organização popular na sua luta por uma nova ordem social e econômica. Por isso, é importante concretizar o papel do educador escolar como intelectual dirigente através da função que lhe cabe, não apenas como criador de ciência e pesquisador, mas especialmente em sua função de ‘difundir criticamente as verdades já descobertas, ‘socializá-las’ por assim dizer’ (Gramsci).”
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