Vítima de um verdadeiro “sequestro intelectual”, o estudante doutrinado quase sempre desenvolve, em relação ao professor/doutrinador, uma intensa ligação afetiva. Como já se disse a propósito da Síndrome de Escocolmo, dependendo do grau de sua identificação com o sequestrador, a vítima pode negar que o sequestrador esteja errado, admitindo que os possíveis libertadores e sua insistência em punir o sequestrador são, na verdade, os responsáveis por sua situação. De modo análogo, muitos estudantes não só se recusam a admitir que estão sendo manipulados por seus professores, como saem furiosos em sua defesa, quando alguém lhes demonstra o que está acontecendo.

Divulgaremos, neste espaço, episódios que ilustram esse curioso fenômeno.


Universidade Sitiada

Episódio ocorrido na UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em 23 de junho de 2004, dá uma idéia do estrago que certos grupos vêm fazendo no ambiente acadêmico brasileiro.

A Universidade havia convidado dois parlamentares norte-americanos a fazer uma exposição e participar de um debate sobre o sistema eleitoral nos EUA. A certa altura do evento, um grupo de estudantes e servidores da Universidade irrompeu no auditório e passou a ameaçar e hostilizar os americanos.

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Caso Sigma

Por Miguel Nagib

Em setembro de 2003, decidi escrever ao professor de História de minha filha, que cursava a 8ª série, no Colégio Sigma, em Brasília, uma carta aberta, contestando a comparação que ele havia feito em sala entre o guerrilheiro comunista Ernesto “Che” Guevara e São Francisco de Assis, e aproveitando para denunciar o facciosismo político-ideológico de suas aulas.

Escrevi a carta e, depois de entregá-la ao professor, à orientação e à direção, distribuí uns trezentos exemplares a pais e mães de alunos na frente do colégio.

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