A objetividade científica como compromisso indeclinável do educador

Por Luís Lopes Diniz Filho*

Há muitas coisas que podem ser comentadas no texto Por que apoio o MST, mas, para evitar a dispersão, vou me ater apenas ao elemento que me parece mais importante em relação ao tema da doutrinação no ensino, que é a questão da neutralidade e da objetividade. O professor doutrinador diz o seguinte “Nos  primeiros quatro anos que convivemos com os alunos do MST, nós do mundo  acadêmico tivemos a oportunidade de apreender (sic) com os (as) militantes do  Movimento valores olvidados em nosso dia a dia de atividades de pesquisas e de  ensino, numa universidade que parece fria diante do mundo ao redor“.

(mais…)

0 Comments

Paranoia sociológica

Por Olavo de Carvalho

Terminei o antigo anterior dizendo que a teoria da “violência simbólica” pressupunha ou uma megaconspiração cujos traços documentais desapareceram para sempre, ou o milagre de uma intenção inconsciente ser capaz de manipular o inconsciente alheio com a precisão de um cálculo matemático. Se as duas hipóteses são francamente dadaístas, à segunda vem acrescentar-se ainda mais um fator complicante. Para que os educadores fossem induzidos a trabalhar inconscientemente para os interesses da burguesia, teria sido preciso que a burguesia os manipulasse para esse fim, o que supõe que os capitalistas fossem educadores ainda mais hábeis do que os educadores profissionais, impondo a estes, por meio de “violência simbólica”, as normas e padrões de uma violência simbólica de segundo grau que, inconscientemente, eles deveriam repassar à multidão dos dominados. Também não há registro histórico de que isso jamais tivesse acontecido, é claro.

(mais…)

0 Comments

Um guru da educação brasileira

Por Olavo de Carvalho

Uma das idéias mais influentes e respeitadas na educação brasileira é a teoria da “violência simbólica”, criada por Pierre Bourdieu (v. Pierre Bourdieu e Jacques Passeron, A Reprodução. Elementos para uma Teoria do Sistema de Ensino, trad. Reynaldo Bayrão, 3ª. ed., Rio, Francisco Alves, 1992). Por esse termo ele entende “a violência que extorque submissão não percebida como tal, baseada em ‘expectativas coletivas’ ou crenças socialmente inculcadas”. Violência simbólica é toda forma de dominação mediante impregnação inconsciente de hábitos, símbolos e valores que ao mesmo tempo impõem essa dominação e a encobrem aos olhos dos dominados, de modo que a violência é tanto mais efetiva quanto menos reconhecida.

(mais…)

0 Comments

Dona Laila

Por Reinaldo Azevedo

O País dos Petralhas, o livro, tem me dado algumas alegrias. A maior delas, sem dúvida, será o reencontro, marcado para o próximo dia 7, com Laila Nicolau. Quem é ela? A minha professora de língua portuguesa da 5ª série, o então “1º ginasial”. Ela procurou Alfred Bilyk, da editora Barracuda, que publicou meu primeiro livro, Contra O Consenso. Deixou e-mail e telefone. Muito comovido, falei com ela nesta quarta-feira.

(mais…)

0 Comments

Pedagogia da USP: a epifania do crime

Por José Maria e Silva

Que a escola pública nada ensina, todo mundo sabe. O que os pais ainda não perceberam é que a escola, além de não melhorar o intelecto de seus filhos, pode deformar-lhes o caráter. Matricular uma criança em escola pública é quase o mesmo que entregá-la para o crime organizado. As escolas são um celeiro de marginais. Eles espancam colegas, colam professores nas carteiras e até matam, quando contrariados. E não ficam apenas impunes — tornam-se verdadeiros heróis das faculdades de pedagogia do país. Praticamente todas as dissertações de mestrado e teses de doutorado produzidas sobre violência nas escolas tomam o partido do marginal, tratado como uma espécie de revolucionário, que subverte as normas estabelecidas. Sei muito bem disso porque defendi dissertação de mestrado sobre o tema (leia trecho aqui) e tive de suportar as teses mais absurdas e abjetas sobre violência e indisciplina nas escolas produzidas por nossos doutores e mestres, a maioria deles, mocinhos e mocinhas bem nascidos que nunca tiveram que tomar ônibus à noite para sobreviver dando aula para gangues juvenis de periferia.

(mais…)

0 Comments

Fim de posts :)

Não há mais posts