Uma nova velha batalha – final

Por Augusto Araujo

Quais as implicações dessa formação de opinião de caráter socialista e anticapitalista?

Há quem possa dizer que tal visão não conduz a prejuízos ou atraso em si. A própria realidade do mundo se encarregaria de colocar as coisas em ordem. Mais cedo ou mais tarde nossos revolucionários românticos têm que se prover e entrar no mercado de trabalho de uma forma ou de outra. O mundo da exploração da mais-valia de Marx, rapidamente se transforma no mundo das trocas voluntárias de Adam Smith.

Também a doutrinacão ideológica em sala de aula tem seu alcance limitado. Alguns só se lembram do be-a-bá anticapitalista até a prova final, depois tudo se torna chato e aborrecido. A maioria dos alunos só considera os professores de discurso marxista uns comunistas chatos, mas alguns levam a sério suas palavras, esses vão demorar até mudar de pensamento.

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Uma nova velha batalha – 2ª parte

Por Augusto Araujo

No primeiro texto listei algumas causas da existência de um pensamento anacrônico na Academia brasileira. Cada comentário abaixo pode render mais páginas de texto, mas penso que estas informações expostas já podem servir como uma introdução ao assunto ou, pelo menos, como um resumo.

1ºA desigualdade social no país.

Uns com muito, outros com nada. Esta observação é a que leva muitas pessoas a questionarem o sistema em que vivemos. Num primeiro momento inclina-se a culpar os que estão, teoricamente, no topo da pirâmide. Há bastante o que se escrever sobre o tema. Para resumir penso que o problema não é a desigualdade em si, afinal de contas não somos clones, somos desiguais em altura, peso, costumes, crenças, etc. Há desigualdade financeira até entre os milionários e multimilionários.

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Uma nova velha batalha – 1ª parte

Por Augusto Araujo

Quem freqüenta a Internet, mais precisamente os blogs políticos e comunidades afins do Orkut, sabe que ela é palco de uma polarização Esquerda vs. Direita, ou vice-versa. A própria Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre a questão no ano passado. O debate dos tempos da Guerra Fria está quente no mundo virtual. Definir “esquerda” e “direita” num mundo pós-queda Muro de Berlim não é tarefa fácil, e nem tentarei fazê-lo no presente texto. Aliás, estes rótulos já até foram dados como extintos, mas curiosamente ressurgiram recentemente, de modo que abordarei algumas razões para o fato.

Penso que um dos motivos deste atual embate virtual é o fato da área de Humanas, nas Universidades, ser hegemonicamente dominada pelo pensamento esquerdista há décadas, consequentemente isto foi disseminado em salas de aula, meios de comunicação, livros, filmes, etc. De modo que quem discordava dessas idéias somente encontrou melhor vazão de opiniões agora, na Internet.

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O livro didático e a educação no Brasil

Por Murilo Badaró

A recente pesquisa produzida pela CNT/Sensus e divulgada pela revista Veja põe a nu verdades estarrecedoras sobre o quadro atual da educação brasileira. Nos dias de hoje, ela tem como missão principal a corrupção das mentes dos jovens brasileiros na escola, incutindo neles idéias estapafúrdias sobre valores políticos, econômicos e sociais, que o progresso do mundo colocou no lixo da história.

Como bem acentuou o intérprete dos resultados da pesquisa, a educação esforça-se para exilar a mocidade brasileira no século XIX, afastando-a deliberadamente do ideário de progresso e liberdade dominante nos países livres do mundo moderno. O professorado, mal pago e pior preparado para sua missão, repete mecanicamente conceitos e slogans com que foram manipulados, em monocórdio cantochão doutrinário saído dos livros didáticos produzidos pelo Ministério da Educação e disseminados por todo o Brasil. Pretende impor à grande maioria idéias que o mundo revogou por imprestáveis e é preciso denunciar à nação o grau de malefícios que essa política educacional causa ao futuro de nossa sociedade.

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A doutrinação continua

O artigo  abaixo foi escrito pelo saudoso Prof. Nelson Lehmann da Silva, pioneiro na luta contra a doutrinação ideológica nas escolas, grande incentivador do EscolasemPartido.org.

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Quando se discute a doutrinação esquerdizante nas escolas, ouve-se freqüentemente a justificativa de que devem preparar para o Vestibular. E as provas do vestibular são formuladas com esse viés. Marxismo é sinônimo de Ciência. Fora da visão marxista só existem ideologias. E estas a serviço de interesses.

Acabo de comprar na banca de jornais o Guia para o vestibular 2009, caderno História, da editora Abril.

Não chega a ser marxismo explícito. Mas o que perpassa todo o texto, seu pano de fundo constante, é a luta de classes. Senhores e escravos, nobres e servos, burgueses e proletários, colonizadores e colonizados. Exploradores e explorados.

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