O ensino da História do Brasil

Durval Lourenço Pereira Jr. — produtor e diretor do documentário O Lapa Azul — fala sobre o esforço de educadores e autores de livros didáticos para apagar ou denegrir a memória dos vultos nacionais. Afinal, heroísmo só vale se for de esquerda, certo? (15.06.2008)

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Fosse dada ao filósofo Aristóteles a oportunidade mágica de ler e compreender um livro didático da história brasileira, o notável grego reconheceria, em plena narrativa escolar, inúmeras semelhanças à tragédia clássica.

Segundo Aristóteles, a tragédia clássica deve cumprir três condições: possuir personagens de elevada condição (heróis,reis, deuses), ser contada em linguagem elevada e ter um final triste, com a destruição ou loucura de um ou vários personagens, sacrificados por seu orgulho na rebelião contra as forças do destino.

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História e histórias

Por Reinaldo Azevedo

Sobre o post abaixo:

No que concerne ao anticlericalismo, somos todos filhos da Revolução Francesa, mais particularmente do jacobinismo. Dica aos estudantes que quiserem comprar uma boa briga em sala de aula — tomando cuidado: petralha é rancoroso e pode usar a nota (a avaliação) como instrumento de punição e tortura psicológica. Sempre que o esquerdofrênico começar a babar seu ódio contra a Igreja Católica por causa das “torturas da Inquisição”, cabe ao bom estudante indagar:

– Professor(a), não havia tortura antes da Inquisição?

– Professor(a), governos laicos também torturavam?

– Professor(a), o mundo antes da Igreja Católica era melhor e mais justo?

– Professor(a), se o cristianismo era tão mau, por que começou como uma religião dos pobres e de resistência (se ele negar, você escreve pro Tio Rei, que vai socorrê-lo com bibliografia)?

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Civilização, barbárie e relativismo: conteste seu professor petralha!

Por Reinaldo Azevedo

Sempre que se apontam os crimes da esquerda, passados e presentes, lá vêm os neo-relativistas (que nada têm de “neo”, uma vez que defendem algo bem antigo) com a sua ladainha:

– “E o que dizer da história da Igreja Católica?

– “E o que dizer do capitalismo?

– “E o que dizer da colonização da América” (como sabem, um neo-relativista pensa que é índio)?

Nas universidades brasileiras, jovens são verdadeiramente molestados por esse tipo de abordagem de seus professores petralhas. Os estudantes pressentem que o vagabundo está disposto a justificar os crimes da esquerda, mas, muitas vezes, por falta de experiência política, falta-lhes uma boa resposta. Afinal, estão lidando com especialistas em farsa. Vamos enfrentá-los.

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As elites socialistas

Por Carlos Alberto Sardenberg

O jornalista Ali Kamel levantou nesta página, no último dia 17, o caso do livro didático “Nova História Crítica”, de viés marxista, que já foi recomendado e distribuído pelo MEC e continua sendo utilizado por escolas públicas e privadas. Não é um caso isolado. A literatura dominante nas escolas médias brasileiras, mesmo naquelas mais caras e mais de elite, é de tendência socialista e fortemente anti-capitalista. E isso é reflexo do mesmo pensamento que domina ainda hoje as elites brasileiras.

No último dia 10 de setembro, publiquei em O Estado de S.Paulo coluna tratando desse tema, mas tendo como referência um livro adotado amplamente em escolas privadas, e de elite, de S. Paulo, “A História da Riqueza do Homem”, de Leo Huberman.

O livro é antigo, de 1937, e fez muito sucesso entre universitários brasileiros nos anos 60. Primeiro, trata-se de uma aula de marxismo, na visão mais clássica da doutrina.

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