Reação débil e tardia

Por Olavo de Carvalho

olavoEm 17 de setembro de 1998, no Jornal da Tarde de São Paulo, denunciei a propaganda comunista mentirosa e emburrecedora que, a pretexto de ensinar História, o governo do sr. Fernando Henrique Cardoso — sim, o governo tucano — espalhava pelas escolas brasileiras. Mencionei especialmente, entre outras obras usadas para esse fim, a Nova História Crítica, de Mário Schmidt (clique aqui para ler).

Não me limitei a expor esse e inumeráveis fatos similares. Tanto em livros e conferências quanto em artigos, mostrei, com todo o rigor possível, que não se tratava de episódios isolados, mas de uma imensa articulação estratégica baseada “revolução cultural” de Antonio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano, da qual o então presidente da República se gabava de ser ainda melhor conhecedor e implementador do que seus amigos, concorrentes e depois sucessores petistas. Segundo essa proposta, o movimento revolucionário deveria conquistar o controle hegemônico da cultura, do imaginário social e dos debates públicos antes de se aventurar a introduzir mudanças radicais na política econômica ou na estrutura de poder.

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O MEC acorda tarde

Editorial do Estado de São Paulo, edição de 20.09.2007

O sistema de compra de livros didáticos adotado pelo Ministério da Educação (MEC) continua apresentando gravíssimos problemas. Terreno fértil para a corrupção, sujeito aos lobbies de editores e, principalmente, amplamente infiltrado pela “esquerda festiva”, ele se caracteriza pelo enviesamento ideológico nos critérios de escolha e pela falta de controle em sua distribuição, a ponto de obras rejeitadas por especialistas contratados pelo próprio governo continuarem sendo livremente utilizadas em salas de aula. É esse o caso da coleção Nova História Crítica de autoria de Mário Schmidt, que apenas entre 2005 e 2007 foi distribuída a 750 mil estudantes da rede pública – submetidos, assim, a autêntica “lavagem cerebral”.

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Enquete no Orkut: o que os atuais “paradigmas pedagógicos” têm a ver com a crise na educação

Por Fabio  Lins

Fiz nova enquete na comunidade Escola Sem Partido e outras de educação sobre a influência da “tríade sagrada” Piaget-Freire-Vygotsky na educação brasileira. A pergunta foi assim formulada em todas elas:

“Há relação entre os atuais paradigmas pedagógicos e os péssimos resultados dos alunos?

Todos sabemos dos péssimos resultados em educação no Brasil. Nosso paradigma tem sido regido pela “tríade sagrada” Piaget-Freire-Vygotsky com participações menos vigorosas de outros modelos. Você considera que existe relação de causa e efeito entre este paradigma e os resultados ruins? Ou seja, será que os péssimos resultados obtidos são efeitos de anos de aplicação destes meios?”

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Consciência reprimida: duas notas

Por Olavo de Carvalho

1. A vitória obtida pelo jornalista Gilberto Simões Pires no processo absurdo e insolente que lhe moveu a secretária da Educação do Rio Grande do Sul é um marco memorável na história da liberdade de imprensa neste país. No dia 13 de dezembro de 2000, a 5a. Câmara Criminal de Justiça de Porto Alegre, julgando o pedido de “habeas corpus” impetrado pelo advogado Paulo Couto e Silva, decidiu que não é crime dizer que as pessoas que usam crianças para a propaganda de ideologias violentas estão fazendo exatamente isso. Amparado nessa decisão, abdico da vaidade jornalística de anunciar novidades e repito apenas o que disse o brilhante comentarista: o governador do Rio Grande do Sul e sua secretária da Educação se aproveitam de escolares do Rio Grande do Sul como instrumentos para a propagação da mais violenta, criminosa e anticristã das ideologias. E não apenas fazem isso: não suportam que se noticie que fazem. Mas, por intolerável que nos pareça sua tentativa de obstar a denúncia de seus atos, ela tem algo de bom: ela prova que, no fundo, essas pessoas têm consciência moral e sabem que estão do lado errado. Nesse secreto pudor, nessa  reprimida consciência do bem e do mal, reside toda a esperança de que um dia não só o governador ou sua secretária da Educação, mas todos os esquerdistas rompam os laços que ainda os prendem a um passado histórico deplorável, pelo qual pessoalmente não têm culpa alguma, mas de cuja tristeza e desonra se fazem retroativamente, por um gratuito e inexplicável masoquismo, os emblemas e monumentos viventes.

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Brasileiro precisa de proselitismo ideológico, não de aula de matemática

Por Reinaldo Azevedo

Em agosto do ano passado [2005], o Conselho Nacional de Educação deu um ano para as escolas de segundo grau de todo o país passarem a ministrar aulas de filosofia e sociologia. Um ano. Reparem que o prazo expira no início do segundo semestre para um curso cujo planejamento é anual. É a dificuldade funcional da decisão dos gênios, onde brilha a inteligência de Marilena Chaui, aquela que acredita que o céu se ilumina quando Lula fala – embora ela já tenha mais de 60 e seja de esquerda…

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