Depoimento de Dorcas J. Alves da Silva, via Facebook (24.05.2016)

Desde que tomei conhecimento do ESCOLA SEM PARTIDO, tenho acompanhado e gosto muito, pois antes eu já combatia essa doutrinação que tomou conta das instituições de ensino.

Neste ano de 2016 resolvi voltar à faculdade, fazendo curso de história na Universidade Estadual de Goiás, e confesso que no segundo dia já queria desistir. Levei um susto, não acreditei no que estava presenciando, a faculdade é uma verdadeira ”boca de fumo”; o cheiro de maconha está em toda parte. Durante a semana do calouro, fomos recepcionados e assistimos a várias palestras, tudo voltado para a ideologia de gênero; professores gays falando sobre homossexualismo.

A grande maioria dos professores é petista e defende o seu partido durante as aulas, pregando sua ideologia. Uma professora chamada … não consegue ministrar uma aula, fala o tempo todo sobre como Lula e Dilma ajudaram o Brasil, que impeachment é golpe, que não podemos permitir que volte a ditadura etc. Ela fica descrevendo com emoção os detalhes de torturas e aponta para alunos e diz: você negro, pobre, gay, vocês vão sofrer, vão para a ‘bananinha”, vão para o pau de arara etc. Diz que viveu a ditadura e sabe muito bem como é; fala mal dos militares o tempo todo, até chora em sala de aula; diz sempre que o trabalho não dignifica o homem etc. Sempre me provoca e fica jogando indiretas, me chamando de conservadora, racista, homofóbica etc. Essa professora entrou no meu facebook e fez vários comentários; ela incentiva os alunos amigos dela a me perseguir, me chamam de Bolsonaro, ditadora, torturadora, nacionalista, patriota, idiota, etc.

Enfim, ficou insuportável ir à faculdade. Fiz uma reclamação junto à diretoria e me sugeriram que eu mudasse os meus conceitos por causa do momento crítico pelo qual passa o país. Eu respondi que tenho minha opinião e gostaria de ser respeitada, que não concordava com os discurso da professora e disse que ela estava praticando doutrinação, intimidação e perseguição…

Depois disso as coisas só pioraram em sala de aula. Vários alunos passaram a me perseguir e me ofender; fizeram um grupo de whatsapp para falar de mim e de alguns poucos amigos que pensam como eu, fazem piada com meu nome dizendo: ”NÃO USO DORKAS, USO DROGAS”.

A situação está tão grave na UEG/Anápolis, que já ouvi professor dizer em sala de aula aos alunos que “conquista se faz no braço”, que “lei não serve para nada”, que não querem empregos, e sim invadir as fábricas etc. Daí eu sou obrigada a discordar; disse que isso é incentivo à violência e doutrinação.

Somos chamados a assistir palestras no auditório da faculdade, e quando chegamos lá todos os palestrantes são petistas, enaltecendo o MST, PT, DILMA, LULA etc. E quem ousar opinar discordando é rotulado de torturador, ditador, racista, homofóbico e muitos outros adjetivos. Gritam repetidamente ”NÃO VAI TER GOLPE”.

Hoje, 24/5/2016, faz duas semanas que não vou à faculdade. Decidi sair. Vou estudar em outro lugar, não dá, não consigo, é muita pressão e perseguição. Eu tentei mas realmente não dá, eles são a maioria e têm apoio da direção da faculdade. Eu estou divulgando, o máximo que posso, o ESCOLA SEM PARTIDO, incentivando as pessoas a denunciar e tomar conhecimento, e gostaria muito de saber se posso trabalhar como voluntária do ESCOLA SEM PARTIDO…”

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