Desarmando consciências

O referendo sobre a proibição da comercialização de armas foi o tema preferido dos doutrinadores nos últimos meses. Nenhum aluno escapou. Horas e horas de aula, em centenas de milhares de estabelecimentos de ensino, foram perdidas em discussões apaixonadas, fomentadas por professores igualmente apaixonados, sobre ter ou não ter armas.

Que estudantes com maturidade suficiente para compreender racionalmente o assunto pudessem ter dedicado uma parte de seu tempo para estudá-lo e, vá lá, debatê-lo era até razoável.

Mas a proposta pedagógica apresentada a seguir não tem nada a ver com isso. O “Projeto Desarmamento”, desenvolvido – acredita-se, com a melhor das intenções – pela Professora Cinthia Gonzaga Aguillera, para ser aplicado a alunos da pré-escola e do ensino fundamental (crianças de 5 a 12 anos, aproximadamente), é um exemplo típico das práticas de engenharia social que vêm sendo adotadas ultimamente, em escala planetária, com o objetivo de “construir um mundo melhor”.

Para esses manipuladores globais de consciências – de cuja existência a Professora Cinthia possivelmente nem desconfia –, não há diferença substancial entre um ser humano e um rato de laboratório.

Vejam a proposta, publicada no site “Pedagogo Brasil”  (http://www.pedagobrasil.com.br/pedagogia/projetodesarmamento.htm) e transcrita textualmente a seguir.

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Projeto Desarmamento desenvolvido pela Professora Cinthia Gonzaga Aguillera direcionado à Educação Infantil e Ensino Fundamental I.

Projeto Desarmamento – “Arma? Nem de brincadeira – um presente que prejudica o futuro”

Tendo em vista a atual Campanha do Desarmamento promovida pelo Governo Federal, a qual demonstrou-se eficaz na redução do número de mortes causadas por armas de fogo, pretendemos através das ações de formação, estimular e conscientizar nossos alunos sobre os riscos oferecidos por armas de fogo.

Queremos com esse trabalho, cooperar de forma terapêutica e atuar na prevenção da violência seja ela de qualquer natureza, física ou moral.

Objetivo :

Ressaltar e conscientizar de que a violência gera violência, mesmo sendo brincadeira. Cooperar , com atos concretos, para um mundo melhor, sem violência.

Situação-problema:

a) O que significa desarmar ?

b) Por que desarmar?

c) Quais os tipos de violência que conhecemos?

d) Por que um simples brinquedo pode acarretar violentas atitudes futuras?

Áreas de conhecimento:

a) Português – pesquisa, leitura e escrita baseadas em diferentes fontes,entrevista com autoridade policial;

b) Matemática – conceitos matemáticos (cálculo) .

c) Artes – procedimentos e técnicas artesanais para a confecção de cartazes de conscientização da comunidade;obras de arte que registram a paz;

d) Música que registram a paz.

e) Estudos Sociais – História da campanha do desarmamento.

Procedimentos:

Sugere-se que cada série, trabalhe o assunto de acordo com o nível cognitivo do grupo de alunos.

a) Entrevista com autoridade policial sobre o por quê dessa campanha e como poderemos contribuir para esse trabalho,

b) Pesquisa sobre pessoas que foram acometidas por acidentes envolvendo armas;

c) Debate em sala de aula;

d) Apreciação e análise de obras de arte que retratam a paz como tema central; registro dessas análises;

e) Levantamento sobre o número de armas de brinquedo que nossa comunidade possui;

f) Produção de uma carta para as autoridades locais, colocando nossa opinião sobre o plebiscito;

g) Confecção de cartazes educativos;

h) Arrecadação das armas de brinquedo de nossa comunidade;

i) Solenidade para a “destruição” dessas armas;

j) Momento da Paz: Soltura de pombas após a destruição das armas de brinquedo.

Finalização:

Solenidade para destruir as armas arrecadadas, momento de socialização com os amigos, abraço da paz, soltura de pombas de paz.

Duração: 1 bimestre.

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