Lição nº 1: ética não se confunde com opinião

O psicólogo Luciano Garrido comenta mensagem enviada ao ESP por mãe de estudante sobre livro de Português adotado pela escola de seu filho (11.05.2009).

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Não restam dúvidas de que o texto é inapropriado para crianças. Não só pelo vocabulário mais ou menos rebuscado, é claro. Pode-se dizer que a relação pai-filha trazida no texto jamais seria considerada um exemplo moralmente edificante para essa faixa etária. Por uma simples razão: crianças devem ser instruídas por meio de mensagens com conteúdo moral auto-evidente e de fácil assimilação, evitando-se, sempre que possível, controvérsias, sutilezas ou relativismos. Não é por outro motivo que as fábulas são um excelente instrumento de educação.

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Visões distorcidas dos livros didáticos sobre agricultura e êxodo rural

Luis Lopes Diniz Filho, professor do Departamento de Geografia da UFPR, comenta mensagem enviada ao ESP por mãe de estudante sobre livro de geografia adotado pela escola de seu filho (11.05.2009).

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As passagens citadas do livro mostram que ele reproduz com fidelidade as idéias da geografia crítica, que é dominante no ensino de geografia. Um exemplo de trabalho que apresenta exatamente essa mesma visão das relações da agricultura pode ser encontrado aqui. Mais uma comprovação de que os conteúdos escolares estão sendo definidos segundo uma visão unilateral da realidade, ao invés de trabalharem visões alternativas para estimularem o aluno a pensar com a própria cabeça. Isso contraria frontalmente aquilo que os professores e autores de livros didáticos (como Vesentini) dizem que fazem, isto é, “estimular o pensamento crítico do aluno”.

Não sei quais dados estatísticos os autores utilizaram para tentar provar o que está dito acima, mas há inúmeros dados e resultados de pesquisas que confrontam suas afirmações. Vejamos:

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O educador e a ética do “liberou geral”

Por Luciano Porciuncula Garrido

O nosso “educador” Gabriel Perissé, em seu artigo sobre os livros didáticos, propugnou como diretriz básica da educação o reverso do moralismo que diz condenar; isto é, pretende implantar nas salas de aula uma libertinagem ampla e irrestrita, como você nunca viu. Segundo ele, a pretexto de não podermos evitar que nossas crianças sejam expostas a conteúdos impróprios na internet ou na televisão, sugere a título de solução sensata que os livros didáticos também possam, enfim, aderir definitivamente a esse clima de oba-oba geral, mandando às favas os últimos resquícios de qualquer decência. Como se um problema aqui justificasse moralmente o problema acolá. E pasmem, essa é a postura que o nosso doutor da USP entende por Ética!

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Acadêmicos podem sonegar informações?

Por Luis Lopes Diniz Filho *

“The right to search for truth implies also a duty; one must not conceal any part of what one has recognized to be true”. Albert Einstein Memorial, Washington DC.

No dia 28 de maio de 2009, participei de uma mesa-redonda em que foi discutido o documento Ciência, religião e desenvolvimento: perspectivas para o Brasil, o qual fazia uma síntese preliminar do livro de mesmo título. Em minha palestra, apresentei uma série de críticas ao conteúdo do documento, cujas análises e propostas se inspiravam, quase sempre, num pensamento de esquerda pós-modernista que, muito embora se apresente como democrático e defensor da diversidade cultural, é, na verdade, autoritário, preconceituoso e intolerante.

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Desprogramando os estudantes

Por Thomas Sowell

Alguns pais me escrevem reclamando, freqüentemente, de certa sensação de futilidade quando tentam discutir com seus próprios filhos, que se alimentam de uma dieta permanente de visão politicamente correta do mundo, da escola fundamental à universidade.

Pedem sugestões de livros que possam abalar a atitude de sabichões de certos jovens que, durante toda sua vida, ouviram somente um lado da história nas salas de aulas.

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