“Senti como se não tivesse voz e tivesse apenas que aceitar as ideias.”

“Tenho uma professora de política que já deixou bem claro, no primeiro dia, que não existia ‘essa coisa de escola sem partido’ nas aulas dela, mostrando que iria ser completamente parcial.”

Gostaria de relatar o que vivo na PUC-Minas.

Tenho uma professora de política que já deixou bem claro, no primeiro dia, que não existia “essa coisa de escola sem partido” nas aulas dela, mostrando que iria ser completamente parcial.

Numa segunda vez, ela parou uma explicação sobre um filósofo para discutir sobre o processo de condenação do Lula. Disse que a corrupção não era a causa da sua condenação, mas que Bolsonaro e Moro fizeram um “complô” contra o ex-presidente para tirá-lo da corrida presidencial. Ela, claro, também chamou Bolsonaro de fascista.

Teve a coragem de defender os esquemas de corrupção de compra de votos com a justificativa de que sempre foi uma prática no Brasil. Além de tudo, disse que o impeachment da Dilma foi golpe.

Não consegui questioná-la, pois muitos alunos tinham a mesma visão que ela e tive medo de acabar sofrendo uma perseguição dentro da faculdade. Senti como se não tivesse voz e tivesse apenas que aceitar as ideias.

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